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Redes Geodésicas

A Direção-Geral do Território disponibiliza e fornece dados referentes às redes geodésicas da sua competência.

A Rede Nacional de Estações Permanentes GNSS (ReNEP) é a infraestrutura de estações permanentes GNSS que contribui para a definição do Referencial Geodésico Nacional. Atualmente conta com 47 estações em todo o território Nacional, os dados são geridos e difundidos pela Direção-Geral do Território, sendo fornecidos gratuitamente em formatos standard.

Para mais informações aceda ao site da ReNEP

Aceda aqui aos ficheiros RINEX.

Contacto: Aceda ao formulário de contacto, selecione o tema 'Geodesia' e o subtema ReNEP.

Vilar Formoso 1ª Ordem

A Rede Geodésica Nacional (RGN) é uma das infraestruturas base de apoio a toda a cartografia do país, assim como aos projetos onde seja necessário georreferenciar com precisão a informação geográfica.

É constituída por cerca de 8600 vértices geodésicos (7973 em território continental, 523 no Arquipélago dos Açores e 108 no Arquipélago da Madeira), maioritariamente materializados por marcos geodésicos.

Na adoção do sistema de referência ETRS89 (European Terrestrial Reference System 1989), recorreu-se à reobservação com técnicas espaciais da 1ª e 2ª ordens da RGN.

A rede apresenta uma distribuição geográfica densa e homogénea, onde:

  • Os VG de 1ª e alguns de 2ª ordens e 3ª ordem têm coordenadas calculadas em PT-TM06/ETRS89;
  • os restantes vértices geodésicos apenas têm coordenadas em PT-TM06/ETRS89 resultantes de transformação do sistema HGD73.

Se pretender um ficheiro com a lista dos VG no Sistema de Referência oficial:

Portugal Continental: PT-TM06/ETRS89

Região Autónoma dos Açores: PTRA08-UTM/ITRF93

Região Autónoma da Madeira: PTRA08-UTM/ITRF93

A RGN e as respetivas coordenadas dos VG podem ser consultadas através do visualizador.

Nivelamento Geométrico de Alta Precisão

A Rede de Nivelamento Geométrico Alta Precisão (RNGAP) é a infraestrutura que constitui o sistema de altitudes rigorosas oficial para o território nacional, servindo, por isso, de apoio aos mais diversos tipos de projetos: vias de comunicação, obras de arte, planos de pormenor, construção de barragens, etc.

Materializada por mais de 4500 marcas distribuídas pelo país, a RNGAP percorre cerca de 4000 km ao longo de 29 linhas. Cada linha subdivide-se em várias seções que unem marcas principais (NP) através de marcas intermédias (rodas). As NP (imagem) são colocadas maioritariamente em locais notáveis de localidades por forma garantir a sua estabilidade e preservação. Em contrapartida, as rodas (imagem) encontram-se ao longo das vias de comunicação, sendo, por isso, extremamente vulneráveis às frequentes alterações das vias.

Marca fundamental
Roda

O sistema de referência vertical oficial do Continente refere-se ao nível médio do mar em Cascais até ao último dia do ano de 1938, razão pela qual se denomina Cascais Helmert 38. Desde então várias campanhas de observações foram levadas a cabo e em 2000 foi efetuado um ajustamento global de onde resultaram as altitudes ortométricas em vigor.

A RNGAP e respetivas altitudes podem ser consultadas através do visualizador.

Gravímetro

A Rede Nacional de Gravimetria tem como propósito servir dois objetivos principais:

  • Determinação do modelo do geoide;
  • Correção das observações de nivelamento geométrico de alta precisão, com vista à determinação das altitudes ortométricas.

A Rede Gravimétrica de Portugal Continental é composta por 3 estações absolutas (Gaia, Mértola e Cascais) e por mais de 6500 estações relativas, com uma densidade aproximada de pelo menos um ponto por cada 25 km2. A cobertura geográfica é quase uniforme com exceção das estações ao longo das linhas de nivelamento, que apresentam uma maior densidade.

As estações gravimétricas podem ser consultadas através do visualizador.

Rede Maregráfica da DGT é constituída por dois marégrafos, localizados em Cascais e Lagos.

Marégrafo de Cascais
Marégrafo de Cascais

A DGT é a autoridade nacional responsável pela definição do Datum Altimétrico de Portugal Continental. De modo a cumprir essa missão tem instalado em Cascais um marégrafo analógico, a funcionar desde 1882, que regista o nível das águas do mar em maregramas referentes a períodos consecutivos de 7 dias. O Marégrafo de Cascais, devido à sua situação geográfica e à longa série temporal de registos, assume grande importância não só a nível nacional mas também para toda a comunidade científica, estando integrado nas redes internacionais de marégrafos.

A DGT é também responsável pelo marégrafo de Lagos, a funcionar desde 1908, cuja principal função é a medição das variações do nível médio do mar na costa sul de Portugal Continental.

Marégrafo Analógico de Cascais
Poço do Marégrafo Analógico de Cascais
Marégrafo Acústico de Cascais
Poço do Marégrafo Acústico de Cascais

Em 2003, ao abrigo de um programa de modernização de equipamento, foram adquiridos dois novos sistemas digitais acústicos, mais precisos, com capacidade de gestão remota e, permitindo obter dados em tempo real, não só relativos ao nível do mar, mas também de outros parâmetros, tais como pressão atmosférica e temperatura do ar e da água. O marégrafo acústico de Cascais está a funcionar desde outubro de 2003 e o de Lagos desde abril de 2004. Devido a fatores diversos o marégrafo digital de Cascais não foi instalado no mesmo local do marégrafo analógico.

Para continuarmos a disponibilizar um serviço de qualidade na disponibilização dos dados a toda a comunidade científica que deles necessitem, a DGT adquiriu em 2018 duas novas estações Maregráficas, constituídas por sensores de nível de tecnologia RADAR.

Marégrafo de Lagos
Gráfico

Os dados dos marégrafos digitais estão disponíveis para transferência gratuita.

Descarregar dados.

A DGT

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